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  • Crescimento do voto nulo em todo o país

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    Em todo o país houve um crescimento dos votos nulos, e também dos votos brancos e abstenções. Em alguns raros casos ficou na média das eleições anteriores, mas na maioria dos casos cresceu e numa proporção elevada, tendo casos em que a quantidade de votos nulos chegou a duplicar ou triplicar. Os votos brancos também cresceram, bem como as abstenções. O percentual de voto nulo ficou, nas grandes cidades, entre 3 a 10%, em sua maioria, o que não só significa milhares de votos nessas cidades, mas também um percentual elevado e que o deixa na frente de grande parte dos candidatos. Nas cidades em que houve 3% ou mais (há casos, de 4, 5, etc.), os candidatos dos pequenos partidos e da “esquerda” ficaram, geralmente, atrás do voto nulo (e mais ainda somando com abstenções e votos em branco). Nas cidades com cerca de 10% (há casos próximos e superiores), o voto nulo ficou em terceiro ou segundo lugar. No caso de Goiânia, por exemplo, o voto nulo ficou em segundo lugar nas eleições… O percentual de Jovair Arantes foi de 14,25% dos votos válidos (e essa é uma artimanha da legislação eleitoral, pois no resultado só conta os válidos, excluindo abstenção, voto branco e nulo) e o voto nulo 12,95% do total de votos (e não apenas dos válidos) e por isso o candidato em segundo lugar ficou com 86.287 votos e atrás do voto nulo com 96.261. O percentual de Jovair Arantes cairia para menos de 10% se fosse o total do eleitorado. No post anterior colocamos o caso de São Paulo e abaixo colocamos mais alguns exemplos:

    Índice recorde de votos nulos em Goiânia

    08 de outubro de 2012 (segunda-feira)

    A eleição ontem em Goiânia registrou o mais alto índice de votos nulos desde 1996. Do total de eleitores que foram às urnas ontem, 12,92% anularam o voto. O índice mais próximo deste ocorreu em 1996, quando 8% também fizeram o mesmo.

    CIDADE NO INTERIOR DO RIO GRANDE DO NORTE FECHA ELEIÇÃO SEM NENHUM VOTO VÁLIDO:

    Os dois candidatos que concorriam nesta eleição Maria das Graças Marques da Silva (PSD) e Severino da irmã Dulce (PMDB) tiveram suas candidaturas indeferidas pero TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Rio Grande do Norte. Até o julgamento dos recursos dos candidatos a eleição na cidade tem um total de 98% de votos inválidos. Caso o TSE mantenha a decisão de barrar as candidaturas, uma nova eleição será marcada no município.

    34% NEGAM AS ELEIÇÕES EM SALVADOR:

    Percentual de abstenção, votos nulo e em branco chega a 34% em Salvador Segundo os dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral, o total de 589.439 votos não foram computados a favor de algum candidato

    O número total de abstenção, votos nulos e em branco na capital baiana em 2012, superou a eleição do primeiro turno de 2008, quando os soteropolitanos foram às urnas para decidir o prefeito da cidade. Segundo os dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral, um total de 589.439 votos não foram computados a favor de algum candidato, o que corresponde a 34,16% de votos.

    Nesta eleição, 72.972 eleitores votaram em branco, representando 4,84% dos votos; 141.443 eleitores votaram nulo, representando um percentual de 9,39%, e o número de abstenção na capital foi de 375.022, o que corresponde a 19,93% do eleitorado.

    Em 2008, os votos em branco somaram 52.728 e os votos nulos foram 98.909. A abstenção no primeiro turno foi de 295.287 eleitores. No segundo turno, cerca de 350 mil soteropolitanos não votaram, representando a um percentual de 19,73%.

    Matéria original iBahia
    Percentual de abstenção, votos nulo e em branco chega a 34% em Salvador

    75% de VOTOS NULOS EM CRICIÚMA:

    Os eleitores de Criciúma (SC) foram às urnas insatisfeitos com os candidatos desta eleição e 75% dos 120 mil eleitores anularam seus votos neste domingo (7). Romanna Romer (PSBD) registrou 5,27% dos votos e será a nova prefeita da cidade.  A social democrata ficou com 80,93% dos votos válidos. Em nota divulgada neste sábado (6), o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) lembrou aos eleitores de que casos como estes não anulariam a eleição.

    http://noticias.r7.com/eleicoes-2012/noticias/candidata-com-5-dos-votos-assume-prefeitura-de-criciuma/

     


  • São Paulo tem crescimento de votos nulos e brancos

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    Taxa de brancos e nulos dispara em SP nas eleições deste ano

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    DE SÃO PAULO

    Atualizado às 23h24.

    Com o segundo turno entre José Serra (PSDB) e Fernando Haddad (PT) já definido, em São Paulo, chamou a atenção a quantidade de votos brancos, nulos e abstenções. Quase três em cada dez eleitores paulistanos não votaram em candidato nenhum, no índice mais alto desde a introdução da urna eletrônica, em 1996.

    Foram 28,9% de brancos, nulos e abstenções para prefeito: 18,5% dos eleitores deixaram de ir às urnas; outros 10,4% dos eleitores até compareceram ao local de votação, mas não escolheram nenhum candidato, votando branco ou nulo –ou 12,8% dos que compareceram. A Justiça Eleitoral desconsidera esses votos na definição dos resultados.

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    Apoio do PMDB ao PT em São Paulo não é natural, diz Chalita
    Ministro diz que rejeição de Serra vai favorecer Haddad em SP

    Questionado sobre o milhão e meio de eleitores paulistanos que deixou de comparecer às urnas, o presidente do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de São Paulo, Alceu Penteado Navarro, afirmou que a cifra “ficou dentro do previsto”. Já sobre o aumento dos votos brancos e nulos, ele afirmou: “Isso demonstra falta de entusiasmo do eleitor, uma frustração pelo desempenho dos candidatos votados anteriormente”.

    Editoria de Arte/Editoria de Arte/Folhapress

    Em 2000, quando Marta Suplicy (PT) e Paulo Maluf (PP) foram ao segundo turno, 9,8% dos que compareceram votaram branco ou nulo; 14,2% do total se abstiveram. No primeiro turno para prefeito em São Paulo em 2004, entre Serra e Marta, 6,68% dos eleitores que compareceram votaram branco ou nulo e 15% do total deixaram de comparecer. Em 2008, na disputa entre Marta e Kassab, 15,6% não foram às urnas e 7,9% dos que foram não escolheram nenhum candidato.

    Para anular o voto, é preciso digitar na urna eletrônica um número de candidato inexistente (como “00”) ou errar o número do candidato escolhido. Hoje, 8,5% dos paulistanos anularam o voto, contra 3,9% em 2008 e 4,4% em 2004. Para vereador, os votos nulos chegaram a 8,9%, contra 5,1% em 2008 e 4,3% em 2004.

    Dos mais de 6,1 milhões de votos computados hoje, 5,42% foram brancos –opção oferecida já na urna eletrônica. O número também quase dobrou em relação a 2008, quando 2,81% dos eleitores votaram nulo. Em 2004, o foram 2,29% os eleitores paulistanos que utilizaram a opção.

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/1165715-taxa-de-brancos-e-nulos-dispara-em-sp-nas-eleicoes-deste-ano.shtml


  • Protestos na França

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    Franceses vão às ruas protestar contra pacto fiscal europeu

    Franceses querem que o Parlamento rejeite pacto orçamentário.
    REUTERS/Christian Hartmann
    RFI
    Milhares de franceses manifestaram hoje nas ruas de Paris contra a austeridade econômica, a dois dias de o Parlamento do país começar a votar o pacto fiscal europeu. Os principais sindicatos e organizações de trabalhadores haviam convocado o protesto, além do partido de extrema esquerda Frente de Esquerda. Esta foi a primeira grande exibição de insatisfação pública contra o presidente da França, François Hollande, desde sua eleição, em maio.
    A multidão – estimada em 80 mil pessoas pelos organizadores, enquanto a polícia não divulgou números – pedia “resistência” e “uma Europa solidária”. Os manifestantes desejam que os deputados franceses não aprovem o pacto, que estabelece limites para o endividamento dos Estados europeus.

    “Esta manifestação significa a entrada em movimento do povo francês ao lado dos outros povos que protestam contra a austeridade”, declarou Jean-Luc Mélenchon, um dos presidentes da Frente de Esquerda. Mélanchon, que foi candidato à presidência da França nas últimas eleições, negou, entretanto, que a manifestação fosse um protesto contra o governo do presidente socialista François Hollande. “É uma manifestação de oposição às políticas de austeridade”, disse.

    Na frente do cortejo também estavam o presidente do Partido Comunista Francês (PCF), Pierre Laurent, e também dois ex-candidatos do Novo Partido Anticapitalista (NPA) às eleições presidenciais francesas, Philippe Poutou e Olivier Besancenot. Os dois adotaram um tom mais duro em relação ao governo socialista. “Chegou o momento da rua se manifestar e ser ouvida contra a política do governo; é uma primeira etapa para dizer que a partir de agora haverá uma união permanente de oposição”, disse Besancenot. “É preciso assumir o status de oposição política à esquerda do governo”, defendeu.

    “É o ponto de partida. Começa hoje e vai continuar nas próximas semanas”, acrescentou Pierre Laurent. Segundo ele, o movimento vai encorajar a esquerda a lutar contra o “mundo das finanças”.

    Na terça-feira, os deputados franceses vão analisar o pacto orçamentário, que para uma parte da esquerda é a síntese das políticas de austeridade adotadas desde o início da crise econômica. A Assembléia Nacional e o Senado têm até o final de outubro para ratificar o texto, que prevê que, a médio prazo, o déficit público estrutural dos 25 Estados signatários não ultrapasse 0,5% do PIB.

    Embora a aprovação seja provável, há incerteza sobre o quão confortável a votação será para o governo: além da extrema esquerda, também os ecologistas e mesmo alguns representantes do Partido Socialista se opõem ao pacto, além do partido de extrema direita (Frente Nacional).

    O pacto, assinado pelo ex-presidente Nicolas Sarkozy em março, conta com o apoio dos conservadores do União por um Movimento Democrático (UMP), principal partido de oposição, dos centristas e da maioria dos socialistas.

    Erro de avaliação

    O ministro francês do Orçamento, Jérôme Cahuzac, estimou que os partidos políticos e as organizações que convocaram o protesto contra a austeridade e os planos de contenção de economia dos governos cometem um “erro de avaliação”.

    “Acho que eles cometem um erro de avaliação que consiste em pensar que a política que nós adotamos enfraquece a França, sendo que justamente essa política é a que reforça a imagem do país no exterior”, disse o ministro, em entrevista à imprensa francesa neste domingo.

    http://www.portugues.rfi.fr/franca/20120930-franceses-vao-ruas-contra-pacto-fiscal-europeu